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Diego Nogare [MVP | MCT | MCITP | MCTS | MCP | INETA BR]

Reporting Services no SQL Server 2008 R2 – Montando relatórios específicos

quinta-feira, 2 setembro 2010 08:50 by Nogare

Fala galera, uma das coisas que foi necessário fazer internamente na NGR Solutions, era imprimir Notas Fiscais baseadas nos projetos que entregávamos. Em São Paulo (e algumas outras cidades) a emissão de Notas Fiscais é eletrônica, porém a NGR está sediada em Poá e a prefeitura da cidade não aceita notas eletrônicas, só são aceitas notas através do talão. Nossa sorte é que foi possível destacar as notas do talão e imprimir as informações. Com base nesse contexto de exemplo, pode ser facilmente adaptado à qualquer outra necessidade.

Para imprimir as informações da Nota Fiscal, vou me basear em uma procedure chamada “sps_NotaFiscal” que retorna todas as informações necessárias para o preenchimento da Nota. Estas informações vocês podem retornar de sua estrutura de dados normalizada.

Para entender esse modelo de nota fiscal de talão, veja a imagem abaixo. Nela as linhas em preto são as delimitações padrões de uma Nota Fiscal de serviços, os números que estão em verde é a distância da lateral esquerda até o campo que será impresso e os números em vermelho representam a distância entre o topo da página e o texto.

NF Modelo

Agora que já sabemos como é o modelo que será trabalhado, vamos abrir o SQL Server Reporting Services e o SQL Server 2008 R2 para coletar os dados e montar o layout que será impresso.

imageDepois de criar um projeto no BIDS (Business Intelligence Development Studio) e montar a estrutura simples conectando no nosso Banco de Dados e apontando para a procedure criada que retorna os dados necessários.

Se precisar de ajuda para criar seu Shared Data Source e seu Shared Datasets, leia Criando seu primeiro relatório. Vou entender que estamos com esta estrutura criada, ok?!

Neste exemplo, o Data Source aponta para o Banco de Dados e o Data Set aponta para a procedure “sps_NotaFiscal” que faz a busca na base de dados e retorna as informações necessárias para a montagem da Nota.

imageVamos adicionar um relatório chamado “NF_Talao” e especificar que os dados que serão consultados está no NotaFiscal.rsd (DataSet). Para isso é necessário selecionar os campos que retornam do DataSet, encontrando estes campos no Report Data. Caso não esteja visualizando a sessão Report Data, clique em qualquer parte do corpo do relatório, vá até o menu View e procure o ítem Report Data. Ou utilize o atalho Ctrl+Alt+D.

imageimageAgora que a sessão está aberta (figura da esquerda), será adicionado o DataSet que retorna os dados. Para isso, vá até o ítem Datasets do Report Data, clique com o botão direito e vá para Add Dataset. Quando a tela de selecionar o DataSet abrir, selecione o DataSet já criado anteriormente e mude o campo Name para NotaFiscal. Este nome será mostrado dentro da pasta DataSet do Report Data (figura da direita).

Repare que os campos da sua nota fiscal estão apresentados dentro do DataSet criado. Estes campos serão arrastados para dentro do relatório, em seus devidos lugares. image

O layout que será utilizado é o apresentado no início, reparem que no modelo temos números em verde e vermelho escritos à mão. Estes números são as distâncias entre a borda e topo do campo. Vamos arrastar o campo DataEmissao do Dataset para dentro do relatório, e em seguida, ajustar a posição correta. Lembrando que o número em vermelho é a distância do topo (Top) e a verde é a distância da esquerda (Left). Esta configuração deve ser feita em todos os campos do Dataset.

Após colocar todos campos no relatório, e organizar a localização (distâncias da lateral e topo), seu relatório terá uma aparëncia como esta abaixo.

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Para testar o relatório, execute apertando F5. Se tudo estiver correto, seu relatório será semelhante a este abaixo:

image

Se imprimir este relatório em uma Nota Fiscal do talão, o relatório será como este abaixo:

NF Final

Ocasionalmente, um ajuste ou outro poderá ocorrer em cima da impressão realizada, este período de desenvolvimento e testes é exatamente para encontrar esses detalhes e consertar.

Montar relatórios com o SQL Server Reporting Services é extremamente simples, alguém discorda?! rss

Reporting Services no SQL Server 2008 R2 – Criando seu primeiro relatório

domingo, 1 agosto 2010 07:07 by Nogare

Fala galera, quem acompanha meu site sabe que estou estudando BI (Business Intelligence) a algumas semanas. Inclusive comecei a montar alguns posts sobre BI, pretendo retornar a série em breve. Esta pausa na série se deu por questões profissionais, inclusive, estou escrevendo novamente para a revista SQL Magazine e estou terminando um artigo sobre Integração de Mapas nativamente com o Reporting Services. Como as publicações para a revistas devem ser exclusivas, escrevi este pequeno artigo enquanto escrevia para lá.

O primeiro passo é abrir o Business Intelligence Development Studio (BIDS), por padrão o BIDS fica na pasta do SQL Server 2008 R2.

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Reparem que é o Visual Studio 2008 com os templates para se trabalhar com BI. É possível visualizar quais são as opções de projetos que podem ser desenvolvidos através do BIDS. Para encontrar estas opções, será necessário clicar em File >> New >> Project.

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Após a criação do projeto com o template Report Server, a Solution Explorer apresenta três pastas vazias. São nestas pastas que desenvolveremos as conexões com bancos de dados e criação dos relatórios.

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Por enquanto será adicionado um novo item a pasta Reports, esta pasta de sistema armazena todos os relatórios que serão utilizados na solução. Clique com o botão direito do mouse na pasta, e em seguida clique em Add New Report. Uma tela de wizard será aberta e por padrão a primeira tela é de “boas vindas”, pode avançar sem problemas clicando em Next. A tela seguinte nos solicita as credenciais para conexão à fonte de dados, que neste caso será o SQL Server 2008 R2. Acompanhe as configurações para esta tela.

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A primeira opção habilitada é para criar um novo data source, através da opção New data source. Neste campo será inserido o nome da conexão, que pode ser uma exclusiva para este relatório ou então ser compartilhada. Para fazer esta conexão se tornar compartilhada, marque a opção Make this a shared data source e poderá reutilizar em outros relatórios. O combo de Type permite escolher qual é o provedor de origem dos dados, se abrir o combo verá opções como Microsoft SQL Server, Microsoft SQL Azure, Oracle, Teradata, SAP NetWeaver BI entre vários outros. Neste caso, o Microsoft SQL Server será a origem dos dados. Clicando no botão Edit será configurada a conexão com o Database.

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Após inserir os dados para a conexão, clicar em OK e voltamos para a tela anterior. Reparem que agora o item ConnectionString está preenchido com os dados que foram inseridos para acesso a base. Clique em Next.

A próxima tela que é apresentada pelo wizard, é a tela onde uma consulta que será executada quando este DataSource for utilizado. Como este exemplo é só para mostrar as funcionalidades mais simples de como começar com o Reporting Services, pode colocar qualquer query válida, como esta SELECT * FROM DimSalesTerritory e avançar. Queries mais complexas podem ser escritas nesta área, ou se preferir utilizar o Query Builder que lhe auxiliará a criar sua consulta.

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Após a consulta ser escrita, clique em Next. A tela seguinte define se os dados serão apresentados em colunas Tabulares (Tabular) ou Matrizes (Matrix). Pode selecionar Matrix e clicar em Next. A tela seguinte agrupa os dados em sessões. Basicamente você seleciona o item na coluna da esquerda e envia para uma sessão da coluna da direita. Separei os itens da seguinte forma:

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Após avançar a tela de separação das sessões devem-se escolher as cores do layout do relatório, deixei a primeira selecionada (Slate) e cliquei em Next. É chegada a ultima tela, no qual as configurações são apresentadas resumidamente e é solicitado o nome para o relatório que foi criado. Chamei o relatório de PrimeiroRelatorio e cliquei em Finish. Se realizou as mesmas configurações apresentadas, você terá seu primeiro relatório como este.

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Lembrando que você pode alterar o tamanho das colunas e textos que aparecem no relatório criado pelo wizard. Eu fiz algumas pequenas alterações para representar as mudanças, e então cliquei em Preview, logo acima do relatório. Inseri novamente as credenciais para acesso ao banco de dados e esperei meu relatório ser carregado. Se seus passos estiverem como o do exemplo, você terá um relatório apresentado com dados do seu banco.

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Reparem que a Solution Explorer, depois de finalizar a criação do relatório, já possui dois arquivos separados nas pastas. Estes arquivos foram adicionados automaticamente ao finalizar a configuração do relatório com o wizard. O arquivo dsSQLMagazine.rds é o datasource que você incluiu ao relatório e marcou a opção “Make this a shared data source ”, já o arquivo PrimeiroRelatorio.rdl é o seu relatório criado.

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Simples assim, você já pode criar seu primeiro relatório no Reporting Services do SQL Server 2008 R2.

Tipos de conexões do SSIS no SQL Server 2008 R2

segunda-feira, 24 maio 2010 08:03 by Nogare

Fala galera, estou escrevendo este post sobre a diferença dos tipos de conexões que temos no SQL Server Integration Services (ou SSIS para os intimos, rs) porque nas ultimas 3 semanas me perguntaram sobre isso 2 vezes. Então para poder tirar a duvida de quem precisar, agora fica mais facil.

Quando iniciamos um novo projeto de SSIS no BIDS (BI Development Studio) podemos identificar algumas pastas lógicas na Solution Explorer do projeto. As duas pastas que mais são utilizadas é a Data Sources e a SSIS Packages. A pasta SSIS Packages é onde os pacotes contendo o Workflow de atividades que trabalharão no processo de ETL são organizados logicamente, e a pasta Data Sources é onde as conexões globais ficam armzenadas.

Neste exemplo, vou utilizar o pacote chamado Package.dtsx que já vem criado na pasta SSIS Packages e criar os dois tipos de conexões, uma local exclusiva para o pacote e outra global para todos os pacotes do projeto. Veja as pastas e o pacote default:

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Para ver as conexões, é preciso adicionar um controle DataFlow dentro do ControlFlow no pacote, isso pode ser feito arrastando o controle da toolbox para a área de design do ControlFlow. Depois de adicionado o DataFlow, clicando 2 vezes nele, a aba superior muda e permite editar as configurações do DataFlow selecionado. Veja a imagem com o controle DataFlow dentro do Controlflow. E do lado a imagem do DataFlow ainda vazio depois de receber o duplo clique.

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O controle DataFlow possui uma área de Connection Manager na região inferior da área de design. Nesta área ficam todas as conexões locais do pacote, vamos adicionar uma nova conexão clicando com o botão direito e indo até o item específico da conexão que deseja realizar.

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Neste exemplo, vamos adicionar uma “New ADO.NET Connection…”. Depois de selecionar este ítem no menu, uma tela com todas as conexões que estão em cache na máquina de desenvolvimento são apresentadas. Do lado esquerdo são as conexões e do lado direito são os detalhes do que foi selecionado.

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Será criada uma “New…” conexão, para apontar para o SQL Server 2008 R2 em uma conexão local e vamos ver como ela fica apresentada no Connection Managers do pacote.

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Após a configuração, mais um item aparece na lista das conexões em cache, é nesta lista que selecionaremos a conexão que será utilizada para trabalhar no Workflow sendo uma origem ou um destino no processo que será executado.

Após a seleção, a conexão ficará exposta na Connection Managers do pacote, veja que o nome não é muito amigavel, é possível renomear clicando com o botão direito na conexão e apontando para “Rename” ou através do atalho F2. A mudança do nome não impacta o cache de conexões, somente o item que está na sessão de Connection String. Vou renomear esta conexão para “SQL 2008 R2 – Local”.

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Agora que já criamos uma conexão local, vamos criar uma conexão global para o projeto. Para isso, vá até a Solution Explorer, encontre a pasta Data Sources, clique com o botão direito na pasta e aponte para New Data Source…

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Quando a tela é aberta, reparamos que é uma tela que já conhecida, é a tela de cache de conexões. Como é só pra exemplo, vou selecionar qualquer uma delas diferente da selecionada anteriormente. A unica diferença é que no final escolhemos um nome para a conexão. Neste caso, como estou me conectando a uma conexão do SQL Azure Database,  vou chamar de “SQL Azure – Global”.

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Veja que agora temos dois lugares que podem existir conexões. As conexões locais e as globais. As locais foram aquelas criadas diretamente no pacote e as globais são essas criadas na pasta Data Sources do projeto. Agora é chegada a hora de adicionar a conexão global ao pacote e utilizá-la como e quando for necessário. Para isso, clique com o botão direito na área de Connection Managers e aponte para “New Connection From Data Source…” isso permitirá selecionar qualquer conexão que esteja na pasta lógica Data Sources da Solution Explorer. Após adicionado, repare que o ícone das conexões são diferentes, isso serve justamente para identificar visualmente qual conexão é de cada escopo. O cilindo com uma conexão em baixo significa que é uma conexão local enquanto o cilindo com quatro setas apontando para todos os lados significa uma conexão global.

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As duas principais diferenças entre os dois tipos de conexões, é que quando utilizamos conexões locais elas ficam somente nos pacotes e se for necessário utilizar a mesma conexão em outro pacote, ela terá que ser configurada novamente nele, já na conexão global é só utilizar a referência do Data Sources em todos os pacotes. A outra diferença é que se for preciso alterar alguma conexão, alterar a que está no Data Sources lhe dá o trabalho de realizar isso somente em um lugar e todas as referências são automaticamente atualizadas. Já quando se tem uma conexão em cada pacote, se você possuir 20 pacotes em seu projeto, terá que alterar 20 vezes a mesma coisa!

Plataforma de BI dentro do SQL Server 2008 – prt 7

quarta-feira, 14 abril 2010 06:27 by Nogare

Fala galera, como prometido na palestra sobre SQL Azure Database, dia 10/04/2010 no Marília Tech Day 2010, vou escrever o artigo! A idéia será utilizar aquele mesmo arquivo TXT de nomes para importar dados através do SSIS (SQL Server Integration Services) escrevendo no SQL Azure Database.

Para começar, vamos abrir o BIDS (Business Intelligence Development Studio), que está dentro da pasta do SQL Server 2008:

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Após a abertura do BIDS, inicie um novo projeto de “Business Intelligence Projects” utilizando o tipo “Integration Services Project”. O nome que vou salvar meu projeto é “txtParaAzure”. Veja estas opções na imagem abaixo:

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Ao iniciar o projeto, quatro abas superiores são apresentadas na área de desenvolvimento do processo: Control Flow, Data Flow, Event Handlers e Package Explorer. Não vou falar sobre as abas que não utilizaremos, vou falar apenas da Control Flow e Data Flow. A aba Control Flow é responsavel por criar as execuções do pacote, é dentro desta área que são colocados os objetos “macro”, neste exemplo, vamos inserir um Data Flow Task. Pode possuir um ou mais destes objetos (Data Flows Task), que são os responsaveis reais por realizar o ETL (Extration, Transformation and Loading – Extração, Transformação e Carregamento). É no Data Flow que informamos qual é a origem e o destino dos dados que serão processados. Veja as abas superiores e o item do Data Flow na toolBox (à esquerda). Ele será arrastado para dentro do Control Flow e irá controlar o processo.

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Após arrastar o item Data Flow Task para o Control Flow, dê dois cliques no item e vamos analisar o toolbox desta área. Repare que os ítens do toolbox foram modificados para se adequar à área Data Flow. As sessões da toolbox são “Data Flow Sources” (objetos referentes à origem dos dados), “Data Flow Transformation” (objetos referentes à transformação dos dados) e “Data Flow Destinations” (objetos referentes à destino dos dados). Os dois grupos que sempre serão usados em um projeto de SSIS serão os de Origem (Data Flow Sources) e de Destino (Data Flow Destinations). O grupo de transformação (Data Flow Transformations) pode ser usado ou não, vai depender da sua necessidade.

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Bom, sabendo que os ítens mínimos para se criar um fluxo no SSIS são Origem e Destino, vamos adicionar esses itens e fazer as conexões. A origem será um arquivo TXT, para isso, vou adicionar o “Flat File Source”. Encontre esse objeto na toolbox à esquerda e arraste para a área de design.

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Depois, como o destino será um banco de dados na nuvem, vou adicionar um “ADO NET Destination”. Mesmo processo, encontre o objeto na toolbox e arraste para a área de design. Repare que os ítens estão um na sessão de Origem e outro no Destino.

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Para se criar o fluxo do processo, visto que podem existir diversas atividades de origens e destinos acontecendo em um mesmo fluxo, é necessário criar uma ordem lógica dos acontecimentos. Para isso, vamos selecionar o item que será processado primeiro (Origem) e arrastar a setinha verde para o item seguinte (Destino). Neste caso, selecionamos o item “Flat File Source”, arrastamos sua setinha verde e ligamos no “ADO NET Destination”. Reparem que existem duas setas na origem, a seta verde segue o fluxo quando não ocorrer problema no processamento, já e a seta vermelha é utilizada como caminho quando o fluxo do processamento der algum problema. Geralmente a seta vermelha segue para um ítem que permite enviar um e-mail ou salvar a mensagem do erro em um arquivo de texto para análise posterior. Neste exemplo, vou apenas mostrar a seta verde.

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Agora que já foram criados os fluxos do trabalho, vamos criar as conexões que servirão para orientar a origem e o destino dos dados. Para isso, clique com o botão direito na Origem e depois selecione Edit…

image Uma tela com as opções para se carregar um arquivo são apresentadas. Vamos configurar para ler o arquivo nomes.txt que criamos no post: Plataforma de BI dentro do SQL Server 2008 – prt 6 

Após clicar no Edit, uma tela se abrirá para selecionar qual será a conexão, como ainda não criamos a que será utilizada, clique no botão New… e configure as opções do arquivo que será lido.

A configuração inicial será somente colocar o Nome e a Descrição, e selecionar o arquivo de origem. A primeira caixa de texto é referente ao Nome, a segunda à Descrição e o botão Browse… para localizar o arquivo.

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Agora que o arquivo foi carregado, vá até o item Advanced na lista da esquerda, selecione a Column 1 e clique no botão Delete. Na mesma tela, selecione a Column 0 e modifique a propriedade OutputColumnWidth para 100. Clique em Ok até voltar para a tela inicial.

image image

Após fazer a configuração dos dados de origem, repare que o objeto não está mais com um x dentro. Isso representa que ele está configurado com uma determinada fonte de dados. Comparando com o destino, que ainda não foi configurado, fica facil de ver o x. Agora é a hora de configurar o destino dos dados, vamos então fazer o mesmo processo com o destino, clique com o botão direito e selecione Edit…

Uma tela para selecionar a conexão é apresentada, vamos clicar em New… e ir para uma segunda tela. Nesta segunda tela, uma lista com as conexões existentes é apresentada, novamente clique em New… e agora sim, configure a conexão. Neste caso, vou configurar meu servidor do SQL Azure Database, mas poderia ser qualquer outro SGBD que você utilize.

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Após configurar, volte até a primeira tela da configuração e informe qual será a tabela que vai escrever a informação.

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Após selecionar a tabela na combo de tabelas, clique no item Mappings à esquerda e faça a ligação entre a Column0 (Origem) e o nome (Destino). Essa configuração irá representar qual informação se liga na outra. Após ligar as colunas, é só dar OK.

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O processo está quase concluído, só precisa executar (apertando F5) e aguardar o final do processamento. Se tudo estiver configurado corretamente, as caixinhas ficarão todas verdes, isso significa que foram executadas com sucesso. Caso alguma fique vermelha, ela não chegou a concluir todo o processamento.

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Para confirmar a inclusão de todos os dados do arquivo TXT para o SQL Azure Database, vou fazer uma consulta simples para me retornar a quantidade de registros na tabela.

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Com esse processo do SSIS funcionando, foi possível migrar dados de um arquivo TXT para o SQL Azure Database. O arquivo TXT foi só uma das possiveis origem de dados, podendo ser qualquer uma que estivesse dentro do grupo Data Flow Sources na toolbox da aba Data Flow.

Plataforma de BI dentro do SQL Server 2008 – prt 6

quarta-feira, 7 abril 2010 07:39 by Nogare

Fala galera, neste post, vou mostrar uma das formas de utilizar o SSIS (SQL Server Integration Services) para importar dados para o SQL Server 2008 R2. Vou mostrar como popular uma tabela já existente com base em um arquivo de texto simples. Utilizarei o Import and Export Data que é uma ferramenta que já acompanha o SQL Server e não nos obriga a criar um projeto no BIDS (Business Intelligence Development Studio) que é o Visual Studio 2008 com um template para se trabalhar com BI. O Import and Export Data é muito mais limitado que o BIDS, mas para esse propósito que vou utilizar, é ideal!

Para gerar a massa de dados que vou utilizar para explicar (e aprender) BI, criei uma tabela de clientes e nesta tabela preciso inserir nomes à eles. Estou tentando fazer uma forma mais automatizada para criar esses dados, por isso, procurei na internet algum site que pudesse me dar uma lista de nomes. Para minha felicidade, encontrei esse site com uma lista bem diferente: http://fernando.felix.vilabol.uol.com.br/humor/nomes.html

Copiei a lista com os nomes e salvei em um arquivo txt, no qual de o nome de nomes.txt. Se quiser baixar o arquivo que usei pra importar no SQL Server, pode pegar diretamente no meu Skydrive: http://cid-e2bc89dfc1ec2551.skydrive.live.com/browse.aspx/.Public/BI

Para importar esse arquivo para o SQL Server, vou criar uma tabela simples para armazenar esse nomes.

create table tbl_Nomes
(id_nome int identity(1,1) not null
, nome varchar(100) not null)

Depois de criada a tabela, é hora de abrir o aplicativo Import and Export Data, ele fica dentro da pasta do SQL Server 2008 R2. Veja no caminho abaixo:image

A primeira tela que se abre, é uma tela de boas vindas, ela não realiza nenhuma atividade especial no processo. É só avançar sem nenhum problema.

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A segunda tela é bem importante, é aqui que selecionamos a origem dos nossos dados. Como vamos importar informações de um arquivo txt, no primeiro combo (no topo da tela) a origem que deve ser selecionada éFlat File Source. Nesta combo existem outras diversas origem de dados, mas nesse caso específico será o Flat File. Após escolher essa opção, os campos da tela se adaptam à ela e solicitam informações sobre o arquivo. O botão “Browse…” nos permite escolher o arquivo que será utilizado para importar os dados. Selecionamos este arquivo e algumas informações relativa à ele são preenchidas. Se quiser dar uma olhada nos dados que tem no arquivo, vá até a opção “Preview” que está na listagem à esquerda na tela. Depois de escolher o arquivo, pode avançar para a próxima tela clicando em “Next >”

Sugestão 1: Altere a propriedade “Header row delimiter:” para “Comma (,)” assim ele vai quebrar a linha em cada virgula que ele encontrar.

Sugestão 2: Vá até o item “Advanced” na listagem da esquerda, selecione a coluna que tem seus dados (você vai saber qual é, olhando em “Preview”) e vá até a propriedade OutputColumnWidth e mude de 50 para 100. Esse é o tamanho da coluna, se deixar 50, alguns nomes podem ser truncados.

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A terceira tela que será utilizada, é a tela referente ao destino dos dados, neste caso, como vamos colocar os dados do arquivo no SQL Server 2008 R2, vou selecionar minha instância e realizar a autenticação no servidor, após a autenticação eu posso escolher o Database que vou armazenar meus dados. Após preencher esses campos vou avançar de tela.

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A tela seguinte permite escolher em qual tabela do banco os dados serão armazenados. Por padrão, ele sugere criar uma tabela nova com o nome do arquivo, mas isso não é obrigatório, veja que neste caso vamos preencher a tabela que criamos lá em cima, a tbl_nome. Para informar à essa ferramenta qual coluna do arquivo irá preencher qual coluna da tabela, vamos clicar no botão “Edit Mappings…” lá no final da tela.

Nesta edição de colunas, no item Destination da Column1 deixe como <ignore> e então selecione o Destination da Column0 como nome. Não dá pra fazer em outra ordem porque a princípio o destination “nome” está alocado para a column1.

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Após a escolha da tabela de destino e a coluna que receberá os dados do arquivo, a ferramenta nos pergunta se quer executar o processo imediatamente ou se quer armazenar para realizações futuras. No nosso caso, vamos apenas popular esta tabela agora, então não teremos problema em mandar executar agora e não salvar essa configuração. Para isso, marque a opção “Run immediately” e desmarque a opção “Save SSIS Package”. E novamente, avance.

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Este é o penúltimo passo, ele mostra um resumo do que será realizado e solicita que clique em “Finish” para realizar o processo.

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Ao clicar em finalizar, o processo começa a ser executado e se estiver tudo configurado certo não haverá problema e uma tela parecida abaixo com essa será apresentada. Veja que todos os passos foram executados com sucesso.

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Agora pra provar a inclusão dos dados na tabela, fiz um SELECT simples e retornaram os 244 registros incluídos.

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Reparem que os nomes estão com uma virgula no final, para resolver isso, eu fiz um update removendo elas do registro. O update é esse:

update tbl_Nomes set nome = replace(nome, ',', '')

Essa ferramenta é bem útil para importar e exportar dados de um lugar para outro, neste exemplo utilizamos para ler um arquivo TXT e salvar no SQL Server 2008 R2.